Nova portaria do Ministério da Saúde entrou em vigor na última quarta-feira (30) e também reduziu prazos de espera após tatuagem, piercing e procedimentos estéticos.
Pessoas com 70 anos ou mais que permaneçam saudáveis poderão doar sangue no Brasil. A mudança consta na Portaria GM/MS 11.685/2026, do Ministério da Saúde, que estabelece o novo regulamento técnico da hemoterapia.
Para doar, o idoso precisa ser considerado apto na avaliação clínica feita pelo serviço de hemoterapia e respeitar os intervalos e a frequência de doações definidos para essa faixa etária. O candidato deve pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado e levar documento oficial com foto ao hemocentro.
O limite de idade para a primeira doação continua sendo 60 anos, 11 meses e 29 dias. Na prática, a novidade beneficia quem já é doador e, até então, precisava parar ao completar 70 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, o regulamento atualiza os critérios de aptidão dos doadores voluntários, reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue, e orienta os serviços de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, afirmou que as novas regras permitem que mais pessoas doem sangue e aumentam a segurança tanto de quem doa quanto de quem recebe a transfusão.
Prazos menores após tatuagem e procedimentos estéticos
O novo regulamento também reduz o tempo de espera para quem fez exames, usou medicamentos ou passou por procedimentos estéticos com microagulhamento, como tatuagem, maquiagem definitiva, preenchimentos e aplicação de botox. Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que o procedimento tenha sido feito em local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo é de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.
Canetas emagrecedoras
A portaria também trata do uso de medicamentos agonistas de GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras. O uso não impede a doação, mas o histórico deve ser informado à equipe de hemoterapia durante a triagem.
Plaquetas com validade maior
Outra mudança é a possibilidade de ampliar de cinco para sete dias a validade do concentrado de plaquetas, desde que sejam adotadas as medidas de controle de qualidade exigidas. A medida busca reduzir perdas de um hemocomponente usado principalmente no atendimento a pessoas com câncer, pacientes em quimioterapia e portadores de doenças hematológicas.


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