O foco não está na doença isolada, mas em um corpo que precisa se reequilibrar para voltar a funcionar bem.
No Brasil e em vários países da Europa, a Osteopatia é uma especialização da Fisioterapia. Em outros países, como EUA, é uma profissão independente. Trata-se de uma abordagem de tratamento que vê o paciente como um todo, justificando uma lei: Unidade do corpo. “Não vemos a doença específica, e sim um corpo que precisa de reajuste para reestabelecer sua função”, explica a fisioterapeuta.
A osteopatia se baseia em outra lei, que é a auto cura. “Ou seja, nosso corpo é capaz de resolver ‘seus problemas’; desde que não haja, por exemplo, uma disfunção, a osteopatia vai, através de uma minuciosa avaliação da história do paciente, assim como no exame físico, identificar essa disfunção (ou as disfunções) e minimizá-la”, explana. “Vale lembrar que muitas vezes a queixa do paciente está longe da origem do problema em si”, aponta.
“Se fosse resumir em uma frase o que o osteopata/fisioterapeuta faz, é achar áreas de restrições de movimentos e devolver/ou melhorar a mobilidade para a região (seja articular, muscular e até mesmo visceral). Assim explicamos outra lei, que é: a estrutura governa a função. Tratando essa mobilidade, restabelecendo a saúde da estrutura, a função adequada voltará a acontecer”, ressalta.
Indicação ampla
A osteopatia atende a todas as faixas etárias, desde um bebê, até o idoso. “Muitas pessoas associam a osteopatia às manipulações com ‘estalos’ (chamados de Thrust). Esse estalo é somente um único recurso manual que usamos. Muitas outras técnicas são utilizadas, como faciais, neurais, musculares… ‘Estalos’ só se for necessário e indicado”, informa.
As indicações para o tratamento, de acordo com a profissional, são inúmeras – não só dores musculoesqueléticas. “Cefaleias (dores de cabeça), refluxo e alterações de sono, por exemplo, são algumas queixas que consternamos intervir”, diz.


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